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39 segundos

  • Foto do escritor: Editor BN
    Editor BN
  • 24 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Lula na ONU: Para conquistar Trump, bastou um breve encontro de 39 segundos capaz de destruir meses de bajulações dos próceres da extrema direita brasileira representada pelos traidores da pátria, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.


 

Na manhã de 23 de setembro de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu a 79ª Assembleia Geral da ONU com um discurso que já entra para a história não apenas da diplomacia brasileira, mas das tensões globais em curso. Num dos piores momentos das relações entre Brasil e Estados Unidos, Lula enfrentou o plenário das Nações Unidas com a firmeza de quem sabe que a palavra pode ser mais poderosa do que sanções ou tarifas.

 

Observadores atentos e imparciais não apenas do Brasil, mas de várias partes do mundo atestam a importância do corajoso discurso do Presidente Lula, registraram analistas internacionais logo após a fala. Não se tratou apenas de um gesto político, mas de um marco simbólico: Lula confrontou de frente as posturas do governo norte-americano e, ao mesmo tempo, reafirmou o lugar do Brasil como voz autônoma no concerto das nações.

 

O impacto foi imediato. Minutos depois, já em sua fala, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou escapar o que soou como uma espécie de rendição ao carisma do líder brasileiro. Em um trecho que correu o mundo, Trump admitiu: “Estava entrando e o líder do Brasil estava saindo. Nós nos vimos, ele me viu e eu o vi, e nos abraçamos... Não tivemos muito tempo para conversar, talvez uns 20 segundos, mas tivemos uma boa conversa e concordamos em nos ver na semana que vem, se isso interessar. Ele me pareceu, de fato, um homem muito simpático. Eu gostei dele. Mas eu só faço negócios com pessoas de quem gosto. Quando não gosto, não gosto mesmo. Mas por uns 39 segundos tivemos uma química excelente. Isso é um bom sinal”.

 

O que Trump chamou de “39 segundos de química” foi lido, aqui e lá fora, como um reconhecimento involuntário da estatura política de Lula. Afinal, o mesmo presidente norte-americano que costuma tratar líderes estrangeiros com arrogância e imprevisibilidade, rendeu-se publicamente ao carisma do brasileiro.

 

A imprensa internacional não deixou passar. O jornal britânico The Guardian destacou que Lula “lançou uma defesa apaixonada da democracia de seu país, alegando que a recente condenação de seu antecessor de extrema direita, Jair Bolsonaro, mostrou ao mundo como ‘aspirantes a autocratas’ podem ser subjugados”. Mais que isso, o periódico reconheceu a crítica direta ao governo Trump, ao citar as tentativas estrangeiras de interferir no julgamento de Bolsonaro por meio de pressão tarifária e sanções arbitrárias.

 

No Brasil, o efeito foi duplo. De um lado, setores democráticos e progressistas comemoraram a projeção de Lula no cenário internacional, reforçando a imagem de um estadista que sabe enfrentar gigantes sem se curvar. De outro, bolsonaristas se viram diante de um constrangimento histórico: ver seu ídolo maior, Donald Trump, tecer elogios a Lula. Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo correram às redes sociais para produzir versões distorcidas do episódio, tentando vender como vantagem o que, na prática, soou como derrota.

 

O que fica, no entanto, é a cena maior: um Brasil que voltou a falar alto na ONU, sendo aplaudido seis vezes, enquanto seu presidente denunciava o unilateralismo e a pressão externa. Lula, em Nova York, não apenas discursou. Ele sinalizou ao mundo que a democracia brasileira não está à venda - e que, mesmo em tempos de crise, o país pode ser protagonista e não satélite.

 

Se foram apenas “39 segundos de química” ou um gesto de reconhecimento histórico, o tempo dirá. Mas, para já, fica a evidência de que a palavra firme de Lula ecoou além das paredes da ONU, alcançando não só os 193 países ali representados, mas também a consciência de que o Brasil voltou a ter voz ativa no palco global.

 

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