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Dra. Débora Agnesini vence batalha política e garante aprovação de projeto em defesa de crianças diabéticas

  • Foto do escritor: Editor BN
    Editor BN
  • 19 de set. de 2025
  • 4 min de leitura

Depois de uma disputa acirrada na Câmara Municipal de Batatais, a vereadora Dra. Débora Agnesini saiu vitoriosa em uma das votações mais emblemáticas do ano. No dia 2 de setembro, a médica e parlamentar conquistou a aprovação do Projeto de Lei nº 4356/2025, que autoriza o município a fornecer sensores de glicose subcutâneos e aparelhos de monitoramento contínuo para crianças de 2 a 12 anos com diabetes mellitus tipo 1.

 

A vitória não veio sem resistência. Entre entraves jurídicos e manobras políticas, o projeto quase naufragou, mas a firmeza da Dra. Débora na tribuna e nas ações de bastidores, mudou o rumo dos acontecimentos. Com um discurso emocionado, mas carregado de firmeza, a vereadora deixou claro que a política deve servir à vida - e não a disputas de poder.

 

DR. RICARDINHO, DRA. DÉBORA, JUNINHO GASPAR E BRUNA TONETI

FOTO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA - ÉRICA CARDEAL


Além de viajar para vários lugares em busca de informações e respaldos para o projeto, a vereadora encontrou apoio na Secretaria Municipal de Saúde de Batatais (SEMUSA), na pessoa da Secretária, Bruna Toneti, que lhe deu suporte através de fala pública na Tribuna da Câmara na sessão do dia 16 de setembro. Até o Prefeito Juninho Gaspar e o vice prefeito Dr. Ricardinho, que também é médico, lhe deram apoio

 

O projeto garante prioridade às famílias de baixa renda cadastradas na Secretaria Municipal de Saúde e prevê a possibilidade de convênios com órgãos federais e estaduais, além da abertura de créditos adicionais para custeio. Caberá à própria Secretaria de Saúde definir os critérios técnicos para a distribuição.

 

Como médica, Dra. Débora trouxe à mesa um dado incontestável: o impacto transformador que os sensores modernos - como o FreeStyle Libre - podem trazer ao tratamento. Enquanto o método tradicional exige múltiplas picadas no dedo ao longo do dia, com dor e desgaste emocional, os dispositivos de monitoramento contínuo oferecem leituras em tempo real por meio de um sensor discreto no braço da criança. Isso significa mais qualidade de vida, maior adesão ao tratamento e, sobretudo, dignidade.

 

FOTO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA - ÉRICA CARDEAL


A sessão entrou para a história recente da Câmara de Batatais não apenas pelo resultado, mas pela forma como foi conquistado. A aprovação não foi apenas uma vitória política - foi a consagração de uma batalha travada em nome de quem não tem voz: as crianças que convivem com o diabetes tipo 1 e suas famílias.

 

Ao final, a mensagem da luta da Dra. Débora ecoou dentro e fora do plenário, mostrando que, quando o direito à saúde está em jogo, não há espaço para hesitação.

 

ÍNTEGRA DO DISCCURSO DA DRA. DÉBORA NA SESSÃO DO DIA 16 DE SETEMBRO.

 

FOTO DA ASSESSORIA DE IMPRENSA - ÉRICA CARDEAL


“Senhor Presidente, senhoras e senhores vereadores.

Trago hoje a esta Casa um tema que não é apenas médico, mas profundamente humano: o cuidado com nossas crianças diagnosticadas com diabetes mellitus tipo 1. Estamos votando o Projeto de Lei nº 4356/2025, de minha autoria, que autoriza o Município de Batatais a fornecer sensores de glicose e aparelhos de monitoramento contínuo a crianças com diabetes tipo 1, conforme prescrição médica.

 

Não se trata de luxo, mas de necessidade vital. A diabetes tipo 1 é uma doença crônica, autoimune, que exige vigilância 24 horas por dia. Cada criança precisa verificar sua glicemia várias vezes ao dia, com as dolorosas picadas no dedo. Esse processo não é apenas físico - ele desgasta emocionalmente, gera ansiedade, sofrimento e, muitas vezes, compromete a adesão ao tratamento.


As consequências de um controle inadequado são gravíssimas e irreversíveis:

  • Cegueira, pela retinopatia diabética;

  • nsuficiência renal crônica, que pode levar à diálise;

  • Neuropatias dolorosas e incapacitantes;

  • Amputações;

  • E o risco constante de hipoglicemias graves, que podem ser fatais.

 

Com os avanços da ciência, temos hoje tecnologias como os sensores subcutâneos, que permitem o monitoramento contínuo, sem a necessidade de picadas constantes. Estudos já comprovaram que o uso desses dispositivos:


  • Reduz internações;

  • Evita crises hipoglicêmicas graves;

  • Dá mais autonomia às crianças e às famílias;

  • E diminui os custos hospitalares a longo prazo.


Mas, infelizmente, esses sensores ainda não são acessíveis a muitas famílias, especialmente as de baixa renda. É exatamente aqui que o poder público precisa agir: garantindo equidade, dignidade e acesso à saúde moderna.

 

Nosso papel é garantir que nenhuma criança em Batatais sofra complicações graves por falta de acesso à tecnologia. O custo que hoje parece alto será pequeno diante das economias que teremos ao evitar internações, complicações e aposentadorias precoces. Mas, acima de tudo, estaremos cumprindo nossa missão de proteger a infância, a vida e a dignidade humana.

 

Peço, portanto, o apoio e a sensibilidade dos Nobres Vereadores desta Casa para aprovar este Projeto de Lei. Vamos transformar o cuidado com a diabetes em Batatais em referência de justiça social, humanidade e responsabilidade pública

 

Senhoras e Senhores, é importante lembrar também do Veto nº 5/2024, ainda em tramitação no Senado Federal, que trata do reconhecimento da diabetes como deficiência. Esse debate já mostra a dimensão social, econômica e clínica dessa doença, especialmente quando falamos de crianças. Se até o Congresso Nacional discute os impactos da diabetes a ponto de considerá-la uma deficiência, nós, no âmbito municipal, não podemos fechar os olhos para a realidade de nossas crianças.

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Muito obrigada!”

 

 

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