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O Efeito Felca - O mundo além da criança

  • Foto do escritor: Carlos Moraes
    Carlos Moraes
  • 20 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

A viralização recente do vídeo-denúncia do influenciador Felca (Felipe Bressanim Pereira) foi muito mais do que uma mera explosão digital. Foi um espelho perturbador que revelou, de certa forma, o mal que habita em nós e, ao mesmo tempo, reavivou um ensinamento eterno, registrado desde o décimo século antes de Cristo:

 

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

 

O episódio não é apenas sobre redes sociais, mas sobre o mundo que estamos construindo para nossos filhos e netos. E a grande pergunta ecoa: o que as famílias estão fazendo? O que os governantes estão fazendo ao aniquilar os educadores nas escolas públicas e privadas?

 

Da infância inocente à exposição pública

 

Nossa geração testemunhou uma transição simbólica. As meninas passaram das bonecas “bebê” para as bonecas “Barbie”. Paralelamente, a TV aberta, com suas novelas e programas de auditório, introduziu a exposição das crianças ao grande público. A internet potencializou este processo, e a inteligência artificial agora extrapola todos os limites imagináveis.

 

Mas é preciso afirmar: nada disso é realmente novo. A história mostra que a exploração e o sacrifício de crianças sempre fizeram parte da degradação humana. Em Levítico 20.2-5, lemos sobre o culto a Moloque, o ídolo moabita ao qual crianças eram sacrificadas em rituais idólatras. Em 1 Reis 11.7, o próprio Salomão, rei que conheceu o Deus Criador, abriu espaço para essa prática abominável.

 

A Bíblia não romantiza a natureza humana: expõe a corrupção do coração. Basta ler Romanos 7.18-23 para perceber o conflito interior de cada ser humano. E outros textos bíblicos reforçam esta condição: Gênesis 6.5, Salmo 51.5, Isaías 64.6, Romanos 3.10-12. A essência é clara: somos pecadores.

 

O mal na era dos algoritmos

 

Se antes o fogo queimava crianças diante de ídolos de pedra, hoje o altar é digital. A nova divindade é o algoritmo, este conjunto de instruções invisíveis que molda pensamentos, desejos e até votos.

 

Tecnicamente, algoritmos são projetados por engenheiros e cientistas de dados. Mas, na prática, são moldados pelos interesses de quem os financia. O poder político e econômico dos donos das plataformas redefine a verdade, seleciona informações e manipula consciências.

 

O usuário comum acredita receber recomendações personalizadas. No entanto, quem controla o algoritmo controla a narrativa. Não se trata apenas de melhorar a experiência online; trata-se de direcionar opiniões, moldar padrões de consumo e até manipular democracias.

 

O documentário “O Dilema das Redes” (Netflix) expôs esse cenário: redes sociais não só alimentam vícios ou adultizam crianças, mas também distorcem processos políticos e sociais. Criar bolhas já é ruim. Mas impor bolhas artificiais é muito pior - porque entrega a mente humana ao poder de quem domina o código.

 

Problemas associados ao controle

 

No Brasil, por exemplo, muito se fala sobre a vulnerabilidade das urnas eletrônicas. Mas esta é apenas uma cortina de fumaça. A manipulação real não está nas urnas, mas nos algoritmos das redes sociais, que espalham falsas notícias e criam realidades paralelas.

 

Esse poder está concentrado no “1%” da população que controla dinheiro, governos e informações. Não há ilusão: dificilmente se abrirá a “caixa preta” dos algoritmos. Por isso, o futuro da humanidade caminha para um cenário distópico, literalmente apocalíptico, como antecipam as profecias bíblicas.

 

O mistério da iniquidade e a esperança eterna

 

O que Felca expôs não é apenas uma denúncia sobre a adultização das crianças. É a revelação de uma força antiga: o mistério da iniquidade (2 Tessalonicenses 2.7-8). Trata-se de uma força ativa e oculta que age contra Deus e contra a verdade, preparando o caminho para a manifestação plena do Anticristo.

 

A solução, portanto, não está nas mãos do homem. O avanço tecnológico, o poder político ou as estratégias sociais não deterão o mal. A esperança está em Deus, no Cristo que virá para destruir o “homem da iniquidade” e restaurar todas as coisas.

 

Conclusão


O Efeito Felca expôs algo maior do que um escândalo de internet. Trouxe à tona o retrato de uma sociedade que já sacrificou seus filhos - antes diante de ídolos de pedra, agora diante de telas iluminadas.

 

As famílias precisam acordar. Os educadores precisam ser valorizados. Os governantes precisam reconhecer que o futuro de uma nação não se mede apenas por seu PIB, mas pelo caráter de seus cidadãos.

 

E, acima de tudo, precisamos reconhecer que a guerra contra o mal não é apenas cultural, política ou tecnológica. É espiritual. E somente na luz da Palavra de Deus e na esperança em Cristo poderemos enfrentar as trevas que avançam neste mundo que “jaz no maligno” (1 João 5.19).

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